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A importância da estimulação cognitiva para idosos

data13 de agosto de 2018
autorSenior Saúde

Por Thais Bento Lima da Silva*

Hoje vivemos o processo de envelhecimento demográfico da população, aonde algumas particularidades são comuns aos indivíduos com 60 anos ou mais.  Sendo uma das alterações que mais chamam a atenção em idosos com sessenta anos ou mais a cognitiva. É comum vermos idosos relatarem dificuldades para recordar fatos recentes, isto é, para fazer novas gravações. Pessoas idosas queixam-se de esquecer fatos que ocorreram recentemente, como o que assistiram na televisão na semana anterior e nomes de pessoas que acabaram de conhecer. Entretanto, quando se trata de eventos ocorridos no passado, muitas vezes referentes à infância, se recordam bem. Estudos explicam que isto pode ocorrer devido à carga emocional que está associada a cada acontecimento. Possivelmente a pessoa se lembrará com facilidade dos eventos com forte apelo emocional.

Deste modo há a necessidade da realização de intervenções eficazes que possam contribuir para o enfrentamento dos desafios da velhice. E nesta vertente temos os programas de estimulação cognitiva que podem contribuir significativamente para o bem-estar do idoso e de suas famílias, visto que contribuem para a manutenção da sua autonomia e o uso de estratégias para melhorar a velocidade do processamento de informações, assim como a memorização recente.

O ditado popular “mente sã e corpo são” vale também para as habilidades mentais, por isso além de termos uma alimentação saudável, realização de práticas de atividades físicas, e um estilo de vida saudável, necessitamos da prática de atividades de estimulação cognitiva.

Na estimulação cognitiva acontecem a realização de exercícios que vão estimular ou treinar as diferentes habilidades mentais com exercícios alvo, habilidades como a atenção, a orientação temporal e espacial, a memória e seus subsistemas, a linguagem e seus subsistemas, o raciocínio lógico, a resolução de problemas. Com o estimulo destas habilidades o nosso cérebro otimiza possíveis mudanças relacionadas ao processo de envelhecimento normal. Diminuindo possíveis dificuldades, e evitando o surgimento de doenças neurodegenerativas como as demências e as doenças cerebrovasculares. Adicionalmente o intuito é que as atividades de estimulação cognitiva façam parte de sessões que podem ser individualizadas ou em grupo. E que atendam as necessidades do público alvo, podendo ser personalizada com metas traçadas para cada público. O recado é cuide-se e envelheça de modo saudável, e lembre-se a estimulação cognitiva também faz parte das ações de promoção da saúde.

*Mestra e Doutora em Neurologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Coordenadora do Grupo de Apoio da ABRAZ Santa Cruz (Unidade colégio Marista Arquidiocesano, SP/SP). Conselheira executiva da Associação Brasileira de Gerontologia gestão 2017-2019.

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