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Prevenção de quedas em idosos

data12 de setembro de 2018
autorSenior Saúde

Por Dra Mara Franco

Fisioterapeuta, Mestre em Políticas Sociais e Cidadania, Co-fundadora da Sênior Saúde 360°

A Organização Mundial de Saúde – OMS estima que em 2020 a população idosa no Brasil será de 14,2% do total de habitantes; o que significa 30,8 milhões de brasileiros acima de 60 anos. Este envelhecimento populacional altera o perfil de mortalidade e morbidade do país e indica a necessidade de modificação dos modelos assistenciais.

Uma maior expectativa de vida vem acompanhada de um aumento nas ocorrências de doenças crônico-degenerativas e outros problemas clínicos como as quedas, consideradas um problema de saúde pública.

As conseqüências das quedas em idosos são diversas.  Vão desde fraturas à limitação das atividades de vida diária, do risco de morte à decadência da saúde. Representam também um grande custo social e econômico.

A identificação e avaliação dos fatores de risco são estratégias bastante eficazes de prevenção, pois permitem a elaboração de programas de intervenção.

O envelhecimento traz alterações funcionais morfológicas e bioquímicas, alterações neuromusculares com diminuição de força muscular e equilíbrio, redução de outras funções fisiológicas como a visão, a audição, a locomoção e demais doenças associadas. Essas modificações físicas impactam negativamente o equilíbrio, a mobilidade, a postura e o controle motor dos indivíduos idosos, fatores que colaboram para um aumento no risco de quedas e fraturas nesta população.

A queda é um acontecimento que pode ocorrer em pessoas de todas as idades, porém, para o idoso a repercussão é mais significativa, pois pode implicar em uma situação de aumento de dificuldade e ou de dependência para a realização das atividades da vida diária e o surgimento de doenças.

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia considera a queda o mais sério e freqüente acidente doméstico que ocorre com idosos e a principal causa de morte acidental em pessoas com mais de 65 anos.

O risco de queda aumenta com a idade e sua freqüência é maior em mulheres.  A ocorrência em indivíduos de 65 a 75 anos é de 32%; em idosos de 75 a 84 anos é de 35%, e de 51% em pacientes acima de 85 anos. (PERRACINI, 2005)

Os fatores responsáveis pelas quedas podem ser intrínsecos (do indivíduo) e /ou extrínsecos (do ambiente). Entre os fatores extrínsecos podemos citar os pisos escorregadios, calçados inapropriados, calçadas esburacadas, tapetes, degraus, móveis frágeis, entre outros. Os fatores intrínsecos relacionam-se às alterações fisiológicas do envelhecimento, como a idade, as condições de saúde, sedentarismo, uso de medicamentos, deterioração da marcha e da mobilidade, insuficiência cognitiva, danos visuais, etc.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG, 2008), de 30% a 60% de pessoas com mais de 65 anos tem uma queda anual, e metade destes reincidem. Em torno de 40% a 60% destas quedas tem como conseqüência lesões diversas como grandes fraturas. Os chamados caidores tem duas vezes mais chances de morrer e de institucionalização.

Após um episódio de queda, o indivíduo pode perder a confiança na sua capacidade de andar e realizar outras atividades, levando-o à inatividade pelo temor de outra queda, o que pode acarretar um declínio funcional, depressão, isolamento social e se a imobilidade persistir outras complicações como tromboembolismo, úlceras de pressão e incontinência urinária podem surgir.

A prevenção de quedas se torna imperiosa no controle deste grave problema de saúde. A intervenção fisioterapêutica é uma eficaz estratégia na prevenção de ocorrência de quedas. A realização de um programa regular de exercícios com o objetivo de melhorar equilíbrio, coordenação e marcha do idoso, além de fortalecimento muscular global e específico, alongamentos e orientações a respeito dos fatores causadores de quedas, cuidados essenciais, orientações as famílias e cuidadores e socialização do idoso colaboram para a diminuição do risco de quedas favorecendo assim um envelhecimento saudável, com independência, autonomia e qualidade de vida.

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